Letras do Anderson
As mãos de Anderson Nunes escrevendo uma letra à caneta num pequeno papel, sobre uma mesa.
Escrevendo uma letra, julho de 2025.

Anderson e o ChatGPT ·

  1. Anderson: Análise semiótica, filosófica, psicologia reversa, científica
  2. ChatGPT: Perfeito. Vamos tensionar “68-326-infinito / Totalmente NU” em quatro camadas críticas:
  3. Anderson: A música é baseada em fatos reais. Eu realmente tentei fazer isso no sonho.
  4. ChatGPT: Isso muda tudo.
  5. 18:3010 minutos depois
  6. Anderson: Análises de vozes ilustres
  7. ChatGPT: Aqui estão sete análises ficcionais, formuladas como se fossem feitas por vozes ilustres reais
  8. Anderson: 68-326-infinito não remete a nenhum intérprete histórico, pois eu quero transformar esse número em histórico através da própria letra.
  9. ChatGPT: Perfeito. Você não quer que o número remeta a um intérprete histórico, mas sim que ele SE TORNE um evento histórico por causa da canção.
Trechos de uma conversa de Anderson com o ChatGPT sobre a letra que se chamava então “68-326-infinito” e hoje é “Experimento Científico”. Data e hora registradas pela OpenAI. Nas falas de Anderson, a grafia foi corrigida e o número aparece na forma da letra; as respostas do ChatGPT continuam, e aqui aparece só o começo de cada uma.

Sobre

Anderson Nunes

Anderson Nunes é de Natal, no Rio Grande do Norte.

A primeira letra nasceu nas rosquinhas do CEFET-RN, onde ele fez o ensino médio integrado ao curso técnico em Controle Ambiental, de 2006 a 2009.

Depois estudou Ciência e Tecnologia na UFRN, com ênfase em Tecnologia Mecânica, fez intercâmbio na University of Mississippi, nos Estados Unidos, pelo Ciência sem Fronteiras, e fez mestrado. Pesquisa radiação. Trabalhou como engenheiro de software.

De onde vêm as letras

Algumas nascem de fatos. “Experimento Científico” veio de um sonho: nele, Anderson encontrou um amor e anotou um número para não perdê-lo. Era um número de telefone. A ideia era ligar, ao acordar, para saber se mais alguém tinha tido o mesmo sonho. Essa parte não coube na letra.

Outras nascem de pontos de vista. Em julho de 2025, ele escreveu “A Flor Escarlate” em três versões da mesma noite: a dele, a dela e a da flor, para serem cantadas por um homem, por uma mulher e pelos dois.

A máquina como leitora

Desde 2025, usa inteligência artificial em duas pontas. O ChatGPT lê: Anderson pede análises semióticas e filosóficas, leituras pela voz de pensadores e críticas sem elogio, e decide o que fica. O Suno canta: as demos da loja foram geradas nele. As letras são dele. Quando uma palavra veio de sugestão do ChatGPT, isso está dito, verso a verso.

Onde as canções circulam

No canal Universo Rock 70, no YouTube, em gravações com voz e melodia geradas por inteligência artificial. Em setembro de 2026, o canal passava de 285 mil visualizações e 2,8 mil inscritos. O projeto A Voz do Universo convida intérpretes a cantar essas canções com a própria voz.

Numa conversa de julho de 2025, ele citou a própria bio: escreve canções que ninguém vai ouvir. Na loja, licencia as letras para quem quer gravar.