A Moeda A chuva caía do céu O tempo era o presente Um lugar dentro de outro Tudo igual, tudo diferente Freira, flor, mulher, amante Poeta e sonhador Sou a moeda em seu bolso Sem saber de que lado estou Quando me jogam pro ar Duas caras viram mil Não realizo desejos Nem me entrego ao acaso Sua prisão é ser livre Se vira! Duas, quatro, seis voltas no ar Quando eu cair Você não vai me segurar Se ninguém olhar pro céu Eu não vou despencar Faço canções pra ninguém escutar E a flor sobre o balcão? É só mais uma Só mais uma Quase toda de plástico Tão vazia quanto o bar Quando me jogam pro ar Duas caras viram mil Não realizo desejos Nem me entrego ao acaso Sua prisão é ser livre Se vira!